segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Prelúdio

"A boca fala do que o coração está cheio". Atualizando a frase para o blog, ficaria algo como "A mão escreve sobre o que o coração (ou o cérebro) está cheio.
É por isso que não tenho escrito nada. Além da correria que tem sido minha vida nos últimos meses, não tive muitos pensamentos nesse tempo que tive vontade de compartilhar, e eu havia dito à mim mesma que só iria escrever novamente quando eu realmente quisesse falar alguma coisa. Decidi isso porque durante vários meses me senti obrigada a escrever no blog , aí a qualidade dos posts foi caindo e, assim, acabei falando coisas com as quais hoje nem eu concordo. Acho melhor escrever menos, desde que eu fale sobre coisas que realmente me instiguem.
Apesar de ter mudado de opinião em relação à várias coisas que escrevi, não pretendo apagar os posts anteriores. Decidi deixá-los aí, como um acervo de idéias passadas, para que  eu veja o quanto e como tenho mudado. Acho que as pessoas devem fazer esse tipo de reflexão constantemente, independente do fato de terem ou não um blog. É sempre válido olhar para dentro: descobrimos nossos pontos fortes, nossos defeitos e, principalmente, aquilo que devemos mudar para crescermos. Muita gente faz essa avaliação na virada do ano, mas esse deveria ser um processo contínuo, quase que um exercício diário.
Vale dizer que essa auto-análise é apenas metade do caminho em relação à mudança. Ela não vale nada se não vier acompanhada de atitudes. Descubra o que precisa ser mudado na sua vida e se esforce por isso. E lembre-se de algo que Einstein disse: fazer as mesmas coisas todos os dias e esperar resultados diferentes é insanidade. Tente abordagens distintas para conquistar seus objetivos.
Espero sinceramente que em 2013 consigamos vencer a procrastinação, o medo de coisas novas e as dúvidas que sempre rondam nossa cabeça e tentam nos tirar o foco.


4 comentários:

  1. Isso aí, feliz post de ano novo :D Vamos botar essa cachola de cabelos perfeitamente encaracolados para funcionar! Não vale mudar definitivamente o cabelo...
    E o texto seguinte, esse não tem espaço para comentário? Eu perguntaria para o Bilac se o pássaro e o passarinheiro fizessem uma parceria; que fim teria?

    ResponderExcluir
  2. Ah, não abro mão dos meus cachinhos não! Só esporadicamente (por essa necessidade feminina de mudar de vez em quando). Mas pode deixar, escreverei sempre que a inspiração aparecer...
    Quanto à sua pergunta, não sei bem que tipo de parceria se aplicaria aqui e tampouco o que o Bilac diria, mas eu tenho uma opinião:
    alguns seres tem o espírito livre, não podem ficar presos; qualquer tentativa de aprisionar o pássaro seria uma violência à sua natureza e o transformaria em nada além de uma massa cinzenta, sem vida e sem cores; o melhor para o passarinheiro seria deixar o pássaro livre, e quando ele voltasse espontaneamente para visitar o menino, esse poderia vê-lo em toda sua plenitude. Mas acho que isso não se aplica apenas a pássaros :)

    Obrigada pela visita e pelos comentários, Robert!

    ResponderExcluir
  3. Disponha! Vai ficar com cara de conversa pública isso aqui. A pareceria a que eu me referia faz referência a um causo doméstico. Papai já teve um passarinho que era criado com a gaiola aberta; esse pássaro voava dentro de casa e pela vizinhança e passava a maior parte do tempo cantando na gaiola, até que um gato se deu conta do padrão de vôos da ave e a fez de refeição...

    ResponderExcluir
  4. Haha, acho inevitável que ocorra alguma conversa pública aqui, rsrs

    Caso triste esse seu. Mas foi legal da parte do seu pai criá-lo com a gaiola aberta. O fim pode ter sido trágico, mas com certeza ele viveu muito melhor do que passarinho que é preso. Por isso não tenho cachorro, acho que bicho precisa de espaço...

    ResponderExcluir