quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Qual é a medida do sucesso?



Temos maneiras muito tortas de enxergar algumas coisas. O sucesso, por exemplo. Para a maioria das pessoas, sucesso está intimamente relacionado ao status, que por sua vez advém de coisas como dinheiro, poder, contatos, capacidade de influenciar pessoas...enfim, é a posição que um indivíduo ocupa em determinado grupo social. Aliás, além da posição que ele ocupa, o status também refere-se à forma como o grupo enxerga esse indivíduo, ou seja, à opinião que o grupo tem dele.
Se, segundo a idéia apontada acima, sucesso tem a ver com a opinião de um grupo, chego à conclusão de que nossa fraca concepção de sucesso se sustenta em uma base ainda mais frágil: na aparência.
Poderia definir aparência como "a forma como as pessoas te veem" e que não necessariamente representa quem você é de verdade. Mas então fica a pergunta: por que se esforçar tanto para que as pessoas tenham determinada imagem de você se isso nem representa o seu verdadeiro eu?
Siga o raciocínio: suponhamos que você não goste de Direito. Porém, por causa do status que a profissão dá, você se mata para se formar no curso. Depois,  faz de tudo para conseguir o emprego A, que paga muito bem. Depois de conseguir o emprego A, você percebe que precisa se comportar de determinada maneira por causa da sua nova posição, chegando inclusive a "trocar" seus antigos amigos por outros que participam deste novo círculo social. Resumo da obra: em nome do tão almejado "sucesso", você despende sua vida estudando algo que não gosta, para parecer alguém que você não é e assim conviver com pessoas que mal se importam com você.

Isso faz sentido?

Para quê perder tanto tempo tentando impressionar pessoas que te deixarão sozinho no final do dia? Porque é assim mesmo que funciona a coisa toda. Na maioria das vezes, as pessoas que se aproximam nos momentos de sucesso nem se importam com você. Elas só acham legal o que você faz, ou se aproximam para que outros vejam que elas estão andando com você e talvez assim possam subir algumas posições sociais...ou seja, interesse puro. E essa bagunça toda só por causa de uma idéia equivocada de sucesso.
Será que não seria melhor mudarmos de "metodologia" e medirmos o sucesso de alguém por, talvez, seu nível de felicidade? Acreditem, é possível. Basta olharem para o caso do Butão que, ao invés de se preocupar com o PIB, mede seu desenvolvimento por outro índice: FIB, ou Felicidade Interna Bruta. - How cool is that?
É tudo uma questão de mudar o enfoque na próxima vez que refletir sobre seu sucesso. Ao fazer isso, você corre o sério risco de perceber que é mais bem-sucedido do que imagina.
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Aconteceu uma coincidência muito legal: eu estava tentando terminar esse texto há vários dias, mas sabe como é, ficava enrolando. Mas então quando estava conversando com uma amiga, Larissa (@larissadelc), ela acabou tocando no assunto desse post. Disse que já tinha inclusive escrito um texto sobre o tema! E como ela ainda não entrou para o time das blogueiras, emprestei um espaço aqui no Não Cabe na Gaveta para que ela pudesse compartilhar suas idéias com vocês. Leiam com carinho!

"O SER HUMANO COMPLICA A VIDA?

Ser feliz é fácil, difícil é percebermos isso. Parece clichê, mas o ser humano complica a vida, por medo de agir ou medo de errar; isso é regra. Felizmente, toda regra tem exceção, como o caso do britânico bem-formado que mudou de vida para viver como um náufrago. Agora, "as coisas são simples e descomplicadas".
Esse caso é a prova de que a vida pode ser simples, no entanto há um preço a se pagar. O que impede de que outros náufragos surjam? A vida em comunidade é um rótulo. São valores que podem ser considerados cruéis dependendo do ponto de vista. Romper este rótulo pode levar-nos à exclusão social (é provável que ocorra com o náufrago), mas também nos leva à liberdade individual. Essa liberdade individual é a utopia de poder fazer o que bem entendemos. Na prática, são os direitos previstos na Constituição Federal.
Contudo, há outros fatores que a vida em sociedade nos pressiona a ter. São estes: o sucesso e a felicidade pessoal. Por exemplo, na sociedade brasiliense, o primeiro está ligado à aprovação no concurso publico e a um enxuto salário. Significa ter o carro do ano, morar em área nobre e ter feito um tour pela Europa. O segundo significa que você já conquistou o primeiro.
Cada sociedade com seu rótulo. Felizmente, a vida conheceu um grande homem que nos provou o seguinte: Tudo é relativo. E se tudo é relativo, resta-nos ter a consciência de que podemos determinar o que é o sucesso e o que é ser feliz, tal qual o náufrago fez."

2 comentários:

  1. Eu diria que as coisas são todas absolutas. Relativo é o quanto a coisa é suficiente, se é o how cool ou o how much, as coisas serão sempre as coisas. Complicar é um desculpa para não andar, e andar é difícil, não exatamente complicado ou descomplicado. Difícil. Até para fazer sopa de minhoca é preciso cavar a terra. Descomplicado, mas difícil. Fazer uma ponte para sobre o oceano é caro e complicado, também é difícil e inviável, mas não impossível. E mesmo o impossível só o é até alguém fazer. Be happy ;-)

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  2. Ahn, acho que esse comentário foi mais direcionado à Lala. Vou deixar ela responder.

    Abraços, Robert! ;)

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