sábado, 1 de outubro de 2011

Razão e Sensibilidade

 

Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility) foi o primeiro livro escrito por Jane Austen, o que, ao menos para mim, bastou para que eu quisesse lê-lo. A Jane é uma das minhas autoras preferidas.
Não quero falar demais sobre a história do livro para não acabar com o interesse de vocês, mas tenho que dar alguns dados para que entendam o post.
O livro gira em torno de duas irmãs: Marianne e Elinor Dashwood, sendo uma sensível e a outra, racional (daí o título). O pai delas morre e, como naquela época só o filho homem tinha direito à herança, isso acarreta uma série de problemas para as protagonistas. São esses problemas (e claro, a vida amorosa das duas) que constituem a história.
Bom, mas por que eu quis falar desse livro? Porque assim como Orgulho e Preconceito (também da Jane Austen), Razão e Sensibilidade mostra a ambiguidade de todos nós, seres humanos. Por exemplo: na maior parte da história a Elinor se mostra controlada, detentora da razão, mas em alguns momentos até ela cedia às emoções - um exemplo de como vivemos nossos dias oscilando entre esses dois extremos. 
O segredo é cada um encontrar o seu ponto de equilíbrio. Sabe, não ser racional o tempo todo. Tampouco tão sensível.
Acho que equilíbrio é uma das minhas palavras preferidas...não que eu seja equilibrada em tudo (não mesmo! rs), mas coloco isso como o padrão ideal, sabe? Não estou falando que você tem que ser sempre certinha e previsível (logo, monótona). Equilíbrio não é caretice, é autocontrole.
O equilíbrio é importante porque - como vocês verão no livro - viver nos extremos traz muito sofrimento. As pessoas muito românticas, por exemplo, ficam esperando vivenciar (na vida real) grandes cenas dramáticas, com explosões de sentimentos e etc (cenas que, aqui, representam o extremo da sensibilidade). O que não sabem é que as pessoas que fazem tais cenas sofrem muito até chegarem a esse ponto; a explosão é sinal de que a pessoa já está desesperada.  E o sofrimento dos outros não é nada romântico, não é mesmo?
E as pessoas muito racionais (estou beirando essa classe) e pensativas? Deixam de viver muitas coisas e perdem oportunidades por excesso de zelo. Pensam demais.
Só quis dar uma idéia do perigo que permeia os exagerados. É como sempre dizem: "Tudo em excesso faz mal". Até excesso de razão ou sensibilidade.


P.S: Tem uma ótima adaptação do livro para o cinema (para os que se interessaram pela história mas não querem ler o livro). O filme, de 1995, foi dirigido por Ang Lee e estrelado por Emma Thompson e Kate Winslet.

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