quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Queridas velharias



Já me acostumei a ser zoada por causa dos meus gostos na maioria dos lugares por onde passo.
Dizem que só gosto de velharia. Fazer o quê? Gosto mesmo! Filmes antigos, músicas antigas, prédios velhos...tudo me interessa.
Deve ser mal de brasiliense. A gente fica tão acostumada a só ver coisas novas que quando vejo algo de antigamente, acho o máximo!
Mas não é que eu só goste de velharia. Eu gosto de coisa boa, e acho que o nível de qualidade de várias coisas caiu nas últimas décadas. Veja o nosso cenário musical, por exemplo: hoje tem poucos cantores que podem ser qualificados como “ótimos”, e entre os que são considerados ótimos, a maioria já faz sucesso desde a década de 70, ou seja, eles não são exatamente a revelação do ano.
O sucesso de algumas bandas de hoje é a prova de que Darwin estava errado, ao menos em parte. Nem todo ser humano evolui.
E o cinema então? É como o personagem Arthur comenta em O Amor não tira férias:  a indústria cinematográfica de hoje só se preocupa com números e estatísticas, ou em saber se o filme vai arrasar na primeira semana de exibição. Ouso dizer que para a maioria dos estúdios, o cinema já deixou de ser uma arte. Se preocupam muito com efeitos especiais e cenas mirabolantes, mas pouco com o conteúdo. Por isso gosto de filmes antigos; eles são mais "puros", por assim dizer.
Em outros tempos, para um filme fazer sucesso precisava ter no mínimo uma boa história (ou um personagem carismático). Do contrário não atrairia o público. Hoje em dia há tantas firulas nos filmes que o enredo está, aos poucos, sendo deixado de lado. Como se ele fosse um mero coadjuvante no filme, e não o personagem principal.
Não me interpretem mal. Gosto de algumas dessas "novidades" que foram incorporadas pelo cinema nas últimas décadas. Mas elas devem ser utilizadas pelos estúdios como o acompanhamento do filme, e não como o prato principal. Grandes efeitos especiais não deveriam distrair o público da verdadeira história, só complementá-la.
Pois é né, nem pretendia falar muito sobre isso. A idéia do post era outra...acho que terei que escrever o post "Queridas Velharias - Parte 2" rsrs


Abraços

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