sexta-feira, 3 de junho de 2011

A tragédia da arrogância




Poucas coisas me incomodam mais do que a arrogância. E o pior é que ela tem se proliferado muito, principalmente devido aos problemas da nossa sociedade, como o capitalismo desenfreado, o culto ao corpo, a queda dos valores morais... mas depois explico isso direito.
A questão é que hoje a gente encontra um (ou uma) arrogante em cada esquina e o chato é que não dá nem para desviar: eles estão infiltrados no nosso trabalho, nas faculdades, igrejas e pasmem, até nas famílias!
Eu ainda não aprendi como devo me posicionar diante desses casos; não sei se sinto pena ou raiva. Cada um desses sentimentos decorre de uma idéia (simplista) diferente:

Pena: Por mais que eu não goste de sentir pena, às vezes acontece. Mesmo em direção a uma pessoa orgulhosa, porque imagino que a arrogância seja apenas uma máscara que a pessoa usa para esconder todas as suas inseguranças e frustrações. Logo, o arrogante é uma pessoa que deve ter muitos conflitos internos (mesmo que ele não saiba). Talvez até tenha sido objeto de escárnio de alguns colegas quando era jovem, e por isso agora desconta isso em gente que não tem nada a ver com a história. Ele é aquela pessoa de quem todos se afastam, que não tem amigos sinceros...provavelmente alguém com quem as pessoas só falam por necessidade. A arrogância faz a pessoa cavar a própria cova, porque é algo mais prejudicial para ela própria do que para os outros, e isso é digno de pena. Me lembro do que a Bíblia diz, no livro de Provérbios: "a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda".
Raiva: Nem precisaria explicar isso, mas vamos seguir com o texto. Quem nunca sentiu raiva quando teve que lidar com uma pessoa metida e esnobe? Ô coisa chata! Parece que a missão de vida dessa pessoa é fazer os outros se sentirem inferiores, para assim ter a sensação de que está por cima. 
Outro ponto chato de cruzar com um arrogante é que, na maioria das vezes, o talento dele (ou dela) é minímo e não corresponde nem a 15% do ego que tem. Isso complica as coisas quando esse contato se dá no trabalho, principalmente se o dito cujo for um superior seu. Você chega lá cheio de idéias, todo empolgado com algum projeto e o que acontece? Nada! Ele simplesmente corta qualquer possibilidade de você avançar porque te subestima, não crê no seu potencial, ou porque acredita tanto que teme que você seja melhor que ele. Nem se importa se suas idéias são boas e podem levar a empresa para frente. Isso exigiria humildade, palavra que não existe no vocabulário dos arrogantes.

Agora voltando ao primeiro parágrafo do post, quero explicar porque, na minha opinião, as pessoas estão cada vez mais arrogantes. Vivemos em uma sociedade onde o que importa é o lucro, e não as pessoas. Uma sociedade na qual os pais ensinam os filhos a lutarem pelo o que querem, mas se esquecem de ensinar que, para isso, não vale tudo.
Além disso, os padrões das coisas estão muito altos, o que causa aquele lance que falei sobre insegurança. Você tem que ser o melhor no trabalho, a mulher mais bonita, o mais descolado, criativo, a mais inteligente e por aí vai. Não basta ser bom em algo, você tem que ser o MELHOR. E tem mais uma coisa: mesmo se não for o(a) melhor, você tem que acreditar que é. Aí quando a pessoa não é insegura, é autoconfiante. O problema é que tem gente que também confunde autoconfiança com arrogância.
Tem muitas outras coisas que devem dar origem à soberba, mas não sou psicóloga para fazer uma análise dessas. Na verdade, acho que já até falei demais rsrsrs...mas independente das suas causas, vejo a arrogância como um grande obstáculo para o amadurecimento da sociedade, porque ela é reflexo de nada mais nada menos do que o principal problema do ser humano: a falta de amor. É por falta de amor que pisamos nas pessoas, que não nos importamos com as necessidades dos outros...o desamor é pai do egoísmo e parente da ignorância.


5 comentários:

  1. Amiga, também acho complicado lidar com este tipo de pessoa. Mas, muitas delas aprenderam a lidar com o mundo dessa maneira para se proteger. Acredito até que muitas delas tem a auto-estima baixa na proporção que aparentam ter ao contrário. Mas é complicado, porque o nosso estilo de vida moderno é adoecedor.

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  2. Eu ficaria mais preocupado com a indiferença que com a arrogância. Enquanto a arrogância corrói, com sua sucessão de negativas e razões difusas, a indiferença destrói silenciosamente sem a menor chance de explicar o porquê. E facilmente nos recolhemos à indiferença pois muitas vezes acha-se que simplesmente não vale a pena falar nada. A situação de pecaminosidade realmente é terrível. Maranata.

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  3. Roberto, não tenho mais nem o que falar depois do seu comentário..;)

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  4. Lembrei de algumas figurinhas que já passaram (graças a Deus)na minha vida...rsrsrs

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